Informática & informacão

O Poder da Informação!

  • Agenda

    abril 2014
    S T Q Q S S D
    « jan    
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930  

Cargos e Salários

Publicado por Geraldo Mendes em 19/01/2010

 
Oi pessoal,
 
Em nosso post de hoje, vou postar cargos e salários do setor de tecnologia.
Esses valores podem variar conforme a área de atuação e conforme a empresa.
Não vá arrumar confusão se o seu salário for menor e fique de bico fechado se ele for maior, ok?
 
Em breve vou citar valores pagos por hora.
 
Abraço.

Cargo mínimo médio máximo
Gerente de e-commerce 12.699 14.434 19.640
Webmaster 5.847 6.474 7.734
Webdesigner 3.632 4.393 5.197
Analista de sistemas de internet 6.548 8.560 8.689
Analista progr. sistemas sênior 6.497 7.568 9.408
Analista progr. sistemas pleno 5.206 5.778 7.757
Analista progr. sistemas júnior 3.107 3.618 6.271
Analista de suporte técnico 3.690 4.339 5.355
Gerente de sistemas 14.853 17.227 21.456
Chefe de sistemas 6.935 8.174 10.786
Analista de sistemas sênior 6.999 8.521 9.252
Analista de sistemas pleno 5.621 6.412 8.922
Analista de sistemas júnior 3.946 4.212 6.446
Administrador de banco de dados sênior 6.437 8.190 9.305
Administrador de banco de dados pleno 4.894 5.006 5.116
Administrador de banco de dados jr. 3.457 3.681 4.069
Gerente de projetos de sistemas 12.376 13.212 14.853
Coordenador de projetos de sistemas 7.095 9.760 11.883
Analista de projetos de sistemas sr. 6.746 7.670 9.770
Analista de projetos de sistemas pl. 5.567 6.979 7.355
Analista de projetos de sistemas jr. 4.014 4.557 5.039
Chefe programação de sistemas 7.599 7.969 10.048
Analista programador sr. – cliente/serv 5.743 6.802 8.062
Analista programador pl. – cliente/serv 5.388 5.672 6.146
Analista programador jr. – cliente/serv 3.916 3.985 4.217
Analista programador sr. – micro 4.786 4.838 4.855
Analista programador pl. – micro 4.291 4.467 4.645
Analista programador jr. – micro 2.628 3.269 3.642
Operador de computador sr. 2.432 2.681 3.270
Operador de computador pl. 1.956 2.188 2.661
Operador de computador jr. 1.681 1.818 2.086
Gerente de suporte técnico 11.292 11.422 13.736
Chefe de suporte técnico 6.324 8.251 11.481
Analista de suporte técnico sr. 6.333 6.888 8.689
Analista de suporte técnico pl. 4.927 5.274 5.921
Analista de suporte técnico jr. 2.136 3.283 4.753
Engenheiro de sistemas – software 5.277 5.286 5.297
Gerente produção de operações 6.003 7.973 11.612
Analista de produção sr. 4.521 4.588 5.184
Analista de produção pl. 3.784 3.929 4.021
Gerente segurança de sistemas sr. 10.533 11.611 13.650
Analista segurança de sistemas sr. 7.074 7.179 7.285
Analista segurança de sistemas pl. 4.559 5.391 6.158
Analista segurança de sistemas jr. 3.639 4.196 4.753
Consultor TI especializado 5.769 7.357 10.509
Consultor TI funcional 5.436 5.880 8.153
Analista de negócios 4.853 5.405 5.746
Gerente de telecomunicações 15.884 18.621 23.105
Engenheiro de telecomunicações sr. 5.907 7.194 9.568
Engenheiro de telecomunicações pl. 4.520 5.643 8.185
Engenheiro de telecomunicações jr. 3.878 4.074 4.864
Chefe de telecomunicações 6.548 10.717 12.222
Analista de telecomunicações sr. 6.935 7.612 8.288
Analista de telecomunicações pl. 5.306 5.502 5.550
Analista de telecomunicações jr. 3.070 3.247 3.991
Técnico de telecomunicações sr. 2.877 4.300 6.980
Técnico de telecomunicações pl. 3.074 3.588 5.691
Técnico de telecomunicações jr. 2.167 2.563 4.049


Qual a diferença entre um profissional júnior, pleno e sênior? E entre um sênior e um especialista?

Esta é a dúvida da maioria dos profissionais que estão entrando no mercado de trabalho e sinto dizer que não há uma resposta muito exata, já que cada empresa possui os seus próprios padrões de classificação.

O tamanho da empresa também influencia muito nesta classificação. Por exemplo, se você é um sênior em uma empresa pequena, certamente terá uma experiência diferente em uma empresa grande.

Na maioria das empresas a carreira de um profissional é classificada em: Estagiário, Júnior, Pleno, Sênior, Master e Especialista. Esta classificação é feita pelo popular critério de tempo de experiência e é isso que fará você crescer na maioria das empresas.

Como funciona a classificação?
Profissionais que estejam trabalhando há dois anos no mercado são classificados como Júnior; de dois a quatro anos Pleno, de quatro a seis anos Sênior, de seis a oito anos Master.

Profissionais com mais de oito anos no mercado são classificados como Especialistas. Estagiários podem ser contratados como Assistentes podendo ficar no cargo até dois anos antes de uma promoção.

É importante lembrar que muitos profissionais estão há anos no mercado mas não evoluíram o suficiente para mudar para um cargo superior. Nestes casos, o tempo de experiência não deve ser o critério de contratação.

Numa carreira de sucesso é importante conhecer ao máximo as funções de determinados cargos, tal como conhecimento e vocabulário técnico, etc. Desta forma o profissional sempre estará preparado para receber uma promoção. O profissional que não se dedica ao aprendizado dificilmente verá sua carreira se desenvolver e estará cada vez mais longe de conseguir boas posições dentro do seu emprego.

Até!

Enviado em Infor & Info | Leave a Comment »

Como agir em caso de fraude bancária pela rede mundial de computadores

Publicado por Geraldo Mendes em 17/01/2010

Bom pessoal, devido à algumas perguntas dentro do assundo do post anterior, sobre como agir em uma ocorrência de fraude bancária, resolvi estender o assunto e completar o artigo anterior. Com a experiência que tenho na parte de segurança de dados bancários posso dizer que esse é um tema muito importante, que preocupa os internautas e causa muito prejuízo a bancos e a clientes.

Existem três formas básicas de se realizar fraudes online: Atacando o servidor do Banco, interceptando dados durante a transmissão ou roubando informações do usuário final. O elo mais fraco dessa corrente é o usuário final, que não se previne para evitar falhas de segurança.

Como as senhas são roubadas:
No Brasil, as táticas mais utilizadas são o scam e o phishing, ambas as técnicas por e-mail.
O scam costuma ser uma mensagem falsa ou com um arquivo ou cavalo-de-tróia, que se instalado, passa a coletar informações do usuário.
O phishing também é um e-mail, com um link para um site falso, onde o usuário digita suas senhas, que são utilizadas pelo fraudador. Se um cavalo-de-tróia é instalado na sua máquina, o fraudador pode ter acesso aos seus dados de três formas: Keyllogers, que capturam teclas digitadas, Screenloggers, que capturam posições do clique do mouse, ou telas sobrepostas  (teclados falsificados ou telas do browser, que solicitam informações).

Geralmente, scams e phishings são emails com muitos erros de português, mas sempre desconfie de e-mails de pessoas desconhecidas. Na dúvida, não abra os arquivos anexados e não clique em nada.

Como você deve agir se for fraudado:
Em primeiro lugar, procure seu gerente e informe o ocorrido. Ele o orientará a escrever uma carta de contestação. A partir daí, a equipe técnica do banco checará se de fato houve fraude. Um fato relevante para o banco é a quantidade de pessoas que reclamam do mesmo golpe. Como os scams e phishings são enviados em massa por email, é comum várias pessoas caírem no mesmo golpe.

Na maioria dos casos, os bancos fazem o ressarcimento dos clientes. Contudo, ele não acontece se o banco constatar que não houve fraude, ou o que cliente teve um comportamento negligente.

O que é comportamento negligente?
O comportamento negligente é analisando de acordo com o caso, dando margem a julgamentos subjetivos e muita discussão com o cliente.  Fornecer senha ou cartão para terceiros é tipificado como comportamento negligente, assim como o acesso à internet a partir de locais públicos.

Abraço e sigam as dicas do post anterior.

Enviado em Infor & Info | Leave a Comment »

Dicas de como evitar uma fraude bancaria

Publicado por Geraldo Mendes em 15/01/2010

Fraudes Bancárias na Internet
Saiba como evitar fraudes bancárias através da internet 

 

Como acontecem as fraudes bancárias via internet?

1 – “Infecção” do Computador
Para acessar a conta de um cliente pela Internet, o fraudador precisa primeiro obter as informações do cliente. Para isso, o fraudador primeiro faz a “infecção” do computador do cliente. A infecção ocorre quando o usuário desatento ou desavisado recebe um e-mail ou mensagem de pessoas desconhecidas ou com anexos não confiáveis, além de propagandas – também conhecidas como spam – que contenham vírus ou trojan.

Outra forma de infecção é quando o usuário recebe um e-mail falso, clica em links duvidosos, abre arquivos anexos ou executa programas anexados. Os programas costumam ser do tipo “.exe”, “.scr” e “.zip”. Muitas vezes o usuário está baixando um tipo de arquivo (como um jogo ou um cartão virtual) e nem percebe que o programa malicioso está sendo baixado ao mesmo tempo.

Ao executar programas ou clicar em links estranhos, o computador do usuário pode ser infectado com vírus, trojans e outros programas de monitoração. Desta forma o fraudador consegue fazer um primeiro contato com o usuário.

Por esses motivos, é muito importante manter o antivírus sempre atualizado e não abrir e-mails de remetentes desconhecidos ou com arquivos suspeitos. Se uma pessoa conhecida lhe enviou um anexo, confirme com essa pessoa se ela realmente enviou o e-mail antes de abri-lo.

2 - Obtenção da informação
Depois de infectado, o computador do usuário passa a ser monitorado pelo fraudador sem que o usuário saiba. Dessa forma, o fraudador pode obter dados sigilosos do usuário de duas formas:

2.1 - O usuário tenta acessar o site do banco, mas o fraudador encaminha o usuário para um site falso, porém parecido com o do banco – conhecido como trojan ou “cavalo de tróia”. Neste site falso, são pedidos dados pessoais do usuário, como CPF e senhas do banco. Se o usuário inserir estas informações, o trojan as envia para o fraudador.

2.2 -Uma outra forma de atuação do fraudador é quando o usuário acessa o site verdadeiro do banco e digita sua conta e senha, um trojan salva as teclas digitadas pelo usuário e envia esses dados para o fraudador. Desta forma, o fraudador poderá obter os dados pessoais do usuário.

3 – Ocorrência da Fraude
Com os dados do usuário em mãos, o fraudador pode realizar transações bancárias no nome do usuário sem que o usuário fique sabendo. Conseqüentemente, o usuário poderá ter o seu dinheiro tirado de sua conta.

Quando um trojan é detectado no seu computador, deve-se contatar um técnico de confiança para fazer a retirada do arquivo e manutenção do computador. Ou então o próprio usuário pode efetuar os procedimentos de remoção deste programa, se estiver familiarizado com a utilização do computador.

Sempre que for acessar a sua conta bancária por meio de um computador e entrar na área restrita a clientes tome sempre as seguintes precauções:

1 – Minimize a página.
Se o teclado virtual for minimizado também, o site é verdadeiro – está correto.
Se ele permanecer na tela sem minimizar, é pirata! Não tecle nada.

2 – Sempre que entrar no site do banco, digite sua senha ERRADA na primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro significa que o site é realmente do banco, porque o sistema tem como checar a senha digitada.
Mas se digitar a senha errada e não acusar erro é mau sinal. Sites piratas não têm como conferir a informação. O objetivo é apenas capturar a senha.

3 – Sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da página aparece o ícone de um cadeado, além disso clique duas vezes sobre esse ícone; uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site deve aparecer.
Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e ao clicar 2 vezes sobre ele, nada irá acontecer.

Os 3 pequenos procedimentos acima são simples, mas garantirão que você jamais seja vítima de fraude.

Abraço!

Enviado em Dicas | Leave a Comment »

Terceirização – Conceitos (O que é) de outsourcing e outtasking

Publicado por Geraldo Mendes em 14/01/2010

A terceirização é um tema que arrasta consigo uma certa polêmica fundamentada principalmente pelos pontos de vista divergentes dos diversos degraus presentes nos organogramas das empresas.

Toda grande empresa possui inúmeros processos que necessitam ser terceirizados, onde geralmente se encontram os serviços que são realizados esporadicamente e por isso não seria viável a criação de setores ou departamentos dentro da mesma, para sua execução.

Mas será necessário terceirizar um processo que é executado rotineiramente por uma empresa?

A pergunta é plausível, mas sua resposta é altamente complexa e só poderá ser respondida formulando-se outras questões:

A execução deste processo por terceiro(s) pode comprometer dados sigilosos da empresa? Em contra partida a empresa pode oferecer o serviço com a mesma qualidade que a prestadora reconhecida há anos por sua excelência?

Há alguns anos atrás a onda de terceirização foi tremenda em grande parte das grandes empresas. Quadro que foi executado de maneira desenfreada e nos dias atuais apresenta um processo de regressão nos quais muitas empresas preferem ter os funcionários sobre seu próprio controle (o que traz um aumento burocrático e uma dificuldade maior de gerenciamento).

A terceirização da função de negócio ou outsourcing sempre foi amplamente empregada na área de Tecnologia da Informação (TI). Fato que pode ser fundamentado pela complexidade dos conceitos abordados e da mão de obra altamente qualificada exigida para a execução e manutenção eficaz dos serviços, aliado algumas vezes, ao custo mais baixo.

Construir um departamento de TI dentro da empresa é um processo penoso que precisa ser bem estruturado para que não seja instaurada a desordem no departamento, o que nos dias atuais abala boa parte dos processos da empresa. Devido a este risco a terceirização do negócio de TI foi sempre bem vista por gerentes e empresários.

“Hoje, as organizações já estão mais maduras em relação ao assunto e tomam decisões mais estratégicas que levam em conta não apenas custo, mas a criticidade de cada processo da área de TI para a geração de valor para a organização.” (Magalhães, Ivan Luizio; Pinheiro, Walfrido Brito: Gerenciamento de Serviços de TI na prática)

A ITIL (Entenda como a biblioteca das melhores práticas de TI) recomenda a aplicação de outro termo em substituição ao outsourcing.

outtasking consiste na ação de terceirizar tarefas específicas de uma organização, e não mais uma função de negócio. Conceito mais aceitável de terceirização de tarefas, uma vez que o terceiro não teria mais função de controle e de comando, sendo responsável apenas pela execução de tarefa. A responsabilidade do gerenciamento destas tarefas seria dada a uma chefia da empresa contratante.

O outtasking a meu ver é um conceito bem mais racional para a contratante, eliminando certos perigos presentes no conceito de outsourcing.

Abordando outra perspectiva, minha experiência como “terceiro” mostrou que algumas vezes as empresas de prestação de serviço não possuem uma gestão de funcionários sequer descente, o que traz insatisfação, e em decorrência disto provoca um efeito no mínimo curioso. Os funcionários da prestadora começam a executar suas tarefas em prol da empresa contratante sobrepondo os interesses da sua própria empresa. Atitude geralmente perigosa para a prestadora.

Sendo assim não é apenas a contratante que precisa evoluir no gerenciamento de serviços solicitados. A prestadora precisa acompanhar o ritmo e oferecer um serviço que possa ser bem visto pela empresa, garantindo sua posição da execução eficaz do mesmo e gerindo seus funcionários com extrema competência. Pois é o material humano que trará maior eficiência aos seus processos.

Boa Noite!

 

Fonte: Profissional TI

Enviado em Infor & Info | Leave a Comment »

Como funciona a medicina virtual

Publicado por Geraldo Mendes em 11/01/2010

Introdução

Milhões de pessoas sofrem de fobias que limitam suas atividades e influenciam negativamente suas vidas. Muitas procuram tratamento psicológico para controlar ou dominar seus medos. Durante anos, uma forma popular de tratamento era a terapia de exposição, em que o terapeuta exporia um paciente a estímulos relacionados a seu medo em um ambiente controlado. Em muitos casos, os pacientes aprenderiam a controlar sua ansiedade através de exposições repetidas, além do encorajamento do terapeuta.

A terapia de exposição é demorada. Geralmente, é cara e inconveniente, além de poder comprometer a confidencialidade do paciente. Por exemplo, o tratamento de um paciente com aerofobia, ou medo de voar, geralmente envolve um passeio ao aeroporto. Podem ser necessárias várias visitas para que o terapeuta e o paciente cheguem com segurança até um portão. Finalmente, os dois precisam entrar em um avião e seguir para um destino. Agora que você é um passageiro com bilhete na mão para atravessar a segurança nos aeroportos, pode ser extremamente caro tratar um paciente com terapia de exposição. Já que pacientes e terapeutas viajam juntos, a confidencialidade do paciente fica comprometida, pois o público tem a chance de ver o terapeuta em atividade.

A Virtually Better, Inc. utiliza a terapia virtual para tratar o medo de voar de um paciente

Uma alternativa à terapia de exposição tradicional é a terapia de exposição da realidade virtual. Esse tipo de terapia usa uma unidade de realidade virtual para simular situações que causam ansiedade em pacientes com fobia. Ela possui várias vantagens em relação à terapia tradicional. Os médicos não precisam sair de seus consultórios. A programação do tratamento é mais fácil. É mais barato a longo prazo. Além disso, geralmente os pacientes estão mais dispostos a participar de um programa que sabem que fará com que eles lidem com seus medos de uma maneira não-física. Uma vez que os pacientes podem se submeter à terapia dentro do consultório médico, a confidencialidade não é um problema.

O Dr. Larry Hodges, cientista da computação de realidade virtual (RV) da Universidade da Carolina do Norte, ficou interessado em uma possível aplicação terapêutica da tecnologia de RV no ínicio da década de 90. Ele aproximou-se da dra. Barbara Rothbaum, uma professora de psiquiatria na Emory University, e, juntos, trabalharam em um projeto que testaria a eficácia da tecnologia da RV na recriação de medos de pacientes. Decidiram criar uma simulação para pacientes que sofrem de acrofobia (medo de altura). O Dr. Hodges achou que seria relativamente fácil criar um programa que desse a ilusão de altura, se comparada a outros medos mais complexos.

Utilizando a realidade virtual

A realidade virtual não é apenas usada para ajudar as pessoas a superarem suas fobias ou participarem de jogos de uma maneira mais realista.

A UC Davis construiu uma caverna de realidade virtual; os pesquisadores não precisam mais ver mapas bidimensionais e planos. Com o uso de uma técnica de varredura de radar chamada Lidar, os geólogos podem medir melhor os abalos sísmicos a uma certa distância.

O Chaim Sheba Rehabilitation Hospital, próximo a Tel Aviv, Israel, desenvolveu um sistema de realidade virtual para auxiliar na reabilitação física de seus pacientes. Usando um videogame de tamanho natural, os pacientes são forçados a usar os músculos atrofiados para curar lesões e distúrbios.

Tratamentos da medicina virtual

No início da simulação, a dra. Rothbaum observou que os pacientes voluntários exibiam sinais clássicos de ansiedade, incluindo batimento cardíaco acelerado e falta de ar. Rothbaum e Hodges demonstraram, com sucesso, que um ambiente virtual poderia despertar reações físicas reais dos usuários. A dra. Rothbaum começou a usar as simulações para trabalhar com os pacientes como se eles estivessem sendo submetidos à terapia de exposição comum. Logo, vários voluntários relataram que buscaram, intencionalmente, experiências em situações reais que testassem seu medo. Eles eram pacientes que normalmente teriam evitado essas situações a qualquer preço antes de experimentarem a terapia virtual.

Após algumas pesquisas adicionais, Hodges criou a empresa Virtually Better Inc (site em inglês). A empresa desenvolve e vende sistemas de realidade virtual que recriam com exatidão várias situações clássicas e diferentes de fobia, incluindo fobias sociais que envolvam multidões. Agora, um terapeuta pode fazer com que o paciente faça um vôo virtual sem a confusão de uma viagem programada, ande de elevador virtual ou faça um discurso para uma multidão, tudo sem sair do consultório ou comprometer a confidencialidade do paciente.

A Virtually Better pode criar um ambiente como esse para ajudar os pacientes a superarem seu medo de altura

A empresa também oferece cenários para tratar veteranos de guerra com distúrbio de estresse pós-traumático. Um programa criado para os veteranos do Vietnã pode recriar várias situações diferentes que eram comuns à maioria dos soldados no conflito. Um simula um vôo de helicóptero sobre a floresta, enquanto o outro coloca o paciente no meio de uma clareira virtual. Os engenheiros criaram os cenários com base nas descrições dos soldados de situações que provocavam sua ansiedade.

Além de tratar medos e ansiedades, a Virtually Better utiliza a tecnologia da RV para ajudar a tratar dependências. Esses cenários colocam o usuário em uma situação em que as personagens dentro do ambiente virtual são viciadas em álcool ou drogas. Embora possa parecer estranho uma personagem virtual causar dependência, o Dr. Hodges afirma que sua pesquisa mostra que, uma vez que a pessoa esteja habituada a um ambiente virtual (o que significa que o usuário se sente como se estivesse dentro e fizesse parte do mundo virtual), ela reage como se estivesse no mundo real. De fato, de acordo com alguns projetos de pesquisa, as personagens virtuais podem influenciar uma pessoa de verdade como se elas fossem reais. O Dr. Hodges diz que o sexo de uma personagem parece fazer uma diferença maior nas reações dos usuários do que se ela é virtual ou real.

A Virtually Better vendeu unidades a terapeutas em todo o mundo e continua desenvolvendo novos aplicativos de terapia da tecnologia da RV. O Dr. Hodges também continua sua pesquisa no campo da RV, estudando a forma como as pessoas e os ambientes virtuais podem influenciar os usuários humanos.

Fonte: how stuff works

Enviado em Infor & Info | Leave a Comment »

Celular tem bateria de Coca-Cola!

Publicado por Geraldo Mendes em 10/01/2010

Bom pessoal, andei meio afastado do blog alguns dias, férias necessárias!
O Infor&Info volta hoje com gás renovado e, novamente, contem com 1 artigo por dia!

Continuo recebendo sugestões de artigos pelo informaticaeinformacao@gmail.com

Abraço!

Vamos ao trabalho:

Que tal uma latinha de coca-cola pra carregar a bateria do celular?

O designer Daizi Zheng projetou um celular que dispensa o uso de baterias de lítio: ele só precisa de um pouco de Coca Cola para funcionar.

O projeto começou com a ideia de criar um telefone ecológico para a Nokia.

Durante a pesquisa, Zheng percebeu que as baterias eram o grande vilão da sustentabilidade dos aparelhos: fontes de energia caras, que consomem muita matéria prima na sua produção e são nocivas ao meio-ambiente.

A solução encontrada foram as bio baterias – dispositivos que geram energia a partir de carboidratos (no caso, açúcar) utilizando enzimas como catalisadores.

Isso significa que basta uma bebida açucarada para que o telefone funcione. O melhor é que, no processo, ele só libera água e oxigênio.

Segundo o designer, as biobaterias operam por três a quatro vezes mais tempo com uma carga do que as baterias convencionais – além de serem completamente biodegradáveis.

Se você, assim como algumas pessoas que conheço, é fanático por um copo de Coca gelada e preferiria deixar o celular morrer a “carregá-lo” com uma dose, não se preocupe.

Para você, e para aqueles que também acharam que usar Coca-Cola não era lá muito verde, há alternativas. O exemplo do refrigerante parece ser mais uma jogada de marketing do que uma obrigatoriedade e, como o celular funciona com qualquer líquido que contenha açúcar, você pode imaginar: que bebida usaria para carregar o seu aparelho?

Abraço.

Até o próximo post!

Enviado em Curiosidades | Leave a Comment »

Tecnologia Blu-ray!

Publicado por Geraldo Mendes em 16/10/2009

1

O Blu-ray é o padrão de disco óptico que veio com a proposta de substituir o DVD, tanto em reprodutores de vídeo quanto em computadores. As medidas de um disco Blu-ray (ou BD, de Blu-ray Disc) são as mesmas que as dos CDs ou DVDs, no entanto, essa mídia é capaz de armazenar um volume muito maior de informação, permitindo que a indústria ofereça filmes com imagens em alta definição e recursos extras bastante interessantes. Além disso, usuários podem gravar em um único disco Blu-ray uma quantidade de dados que exigiria várias mídias caso a gravação ocorresse em CDs ou DVDs. Neste artigo, você conhecerá as principais características do Blu-ray, entenderá como a tecnologia consegue armazenar tantos dados e conhecerá um pouco de sua história.

O que é Blu-ray?

O Blu-ray é um padrão de disco óptico criado para aplicações de vídeos e de armazenamento de dados em geral, assim como o DVD. No entanto, possui características mais avançadas que as deste último, razão pela qual é considerado o seu substituto. A principal diferença está na capacidade de armazenamento: em sua versão mais simples, com uma camada, pode guardar até 25 GB de dados, contra 4,7 GB do DVD. Há também uma versão com dupla camada capaz de armazenar 50 GB de dados. Fabricantes ainda podem criar versões com capacidades diferentes destas, para fins específicos, a Pioneer lançou um disco Blu-Ray com 16 camadas com 400 GB de capacidade.

O nome Blu-ray dá pistas sobre outra característica deste padrão. A ideia inicial é a de que fosse adotado o termo “Blue-ray”, “raio azul” em inglês. Esse nome foi dado porque o feixe laser dos dispositivos responsáveis pela leitura dos discos é azul-violeta, ao contrário do CD e do DVD, onde o feixe é vermelho. Mas isso tem um bom motivo e mais à frente você saberá qual. A letra ‘e’ foi retirada da denominação porque a expressão “blue ray” é bastante utilizada, o que certamente impediria seu registro como uma marca. O nome completo para a mídia é Blu-ray Disc.

Assim como acontece com CDs e DVDs, há discos Blu-ray que podem ser gravados e regravados. A versão que sai de fábrica já gravada e não permite regravação é denominada BD-ROM. A versão que pode apenas ser gravada uma vez pelo usuário é o BD-R. Por sua vez, a versão que pode ser gravada e regravada é chamada de BD-RE.

No que se refere à velocidade de transferência de dados na gravação de um disco Blu-ray, tudo dependerá, essencialmente, do aparelho. Em sua menor velocidade, de 1X, é possível obter uma taxa de transferência de 36 Mbps (megabits por segundo), ou seja, cerca de 4,5 megabytes por segundo. Assim, basta conhecer a velocidade do aparelho (essa informação geralmente está disponível numa etiqueta ou no manual do produto) e multiplicar esse valor pelo equivalente em 1X. Por exemplo, se o aparelho trabalha com 8X, basta multiplicar 8 por 36, que será igual a 288 Mbps. A taxa de transferência nas operações de leitura segue um esquema semelhante, com velocidade de 36 Mbps, no entanto, pode-se chegar a 54 Mbps em execuções de vídeo.

Reprodutor de Blu-ray

Reprodutor de Blu-ray

Breve história do Blu-ray

A história do Blu-ray começou no final da década de 1990, quando o assunto “vídeos em alta definição” começou a tomar forma. Na época, não havia nenhum tipo de disco capaz de armazenar conteúdo com essa característica, mas a situação começou a mudar depois que o pesquisador japonês Shuji Nakamura apresentou um diodo de laser azul que permitiria a criação de discos de maior densidade.

Por conta disso, algum tempo depois, a Sony começou a trabalhar em duas tecnologias de mídia óptica de alta densidade: UDO (Ultra Density Optical) e DVR Blue. Este último era um formato regravável e seu desenvolvimento se deu junto à Pioneer.

O DVR Blue continuou sendo trabalhado, até que em fevereiro de 2002 foi renomeado para Blu-ray, época em que também foi criado o consórcio Blu-ray Disc Founders, formado pelas companhias responsáveis pela criação do projeto e outras que se interessaram posteriormente. Eis alguns desses integrantes: Sony, Pioneer, LG, Dell, Philips, Samsung e 20th Century Fox.

Embora a Sony tenha lançado o primeiro gravador de Blu-ray em 2003, as especificações técnicas da tecnologia foram concluídas somente em 2004 e, posteriormente, alguns detalhes foram revistos. Nesse mesmo ano, o consórcio responsável pelo padrão mudou seu nome para Blu-ray Disc Association. Até hoje a entidade recebe a participação de novas empresas.

Funcionamento do Blu-ray

Os discos Blu-ray têm praticamente as mesmas dimensões de um disco de CD ou de DVD, mas armazena muito mais informações. Observado esse aspecto, como isso é possível? O segredo está justamente no tal do “raio azul”. Nos dispositivos de DVD, o feixe de laser para leitura e gravação, na cor vermelha, tem um comprimento de onda de 650 nanômetros. Nos leitores de CD, essa medida é de 780 nanômetros. No laser azul-violeta, do Blu-ray, o comprimento de onda é de 405 nanômetros. Graças a isso, o feixe pode focalizar os pontos de informação do disco com maior precisão, permitindo que eles sejam menores. Como são menores, cabem mais pontos na mídia.

Esses pontos (ou cavidades) tem largura de 0,15 mícron no Blu-ray, enquanto que no DVD esse tamanho é de 0,4 mícron. Mas a “mágica” do Blu-ray” não se resume a isso: o track pitch (algo como passo da trilha), isto é, o espaço que há entre os pontos de gravação, é de 0,74 mícron no DVD, enquanto que no Blu-ray esse medida é de 0,32 mícron.

Track pitch do Blu-ray e do DVD

Track pitch do Blu-ray e do DVD

Apesar de ter a mesma espessura que um CD ou um DVD (cerca de 1,2 mm), mídias Blu-ray são constituídas de forma diferente. No CD, a camada de gravação, isto é, onde os dados são “fixados”, fica “debaixo” de uma estrutura de policarbonato (em poucas palavras, um tipo de plástico) de 1,2 mm. No DVD, essa camada fica entre duas estruturas de policarbonato de 0,6 mm cada, ou seja, no “meio” do disco. Por sua vez, a camada de gravação do Blu-ray fica por “cima” de uma estrutura de policarbonato de 1,1 mm:

Comparativo de discos de CD, DVD e Blu-ray

Comparativo de discos de CD, DVD e Blu-ray

Essa característica do Blu-ray tem duas vantagens: a primeira é que, pelo menos teoricamente, o custo de produção desses discos é menor, pois o processo de fabricação exige uma única estrutura de policarbonato, ao contrário do DVD, que exige duas por sua forma de fabricação lembrar, comparando grossamente, um “sanduíche”.

A principal vantagem, no entanto, está na leitura do disco Blu-ray. A forma como o DVD é constituído pode fazer com que, sob determinadas circunstâncias, a estrutura de policarbonato crie uma situação de refração que divide o feixe do laser em duas partes, ocorrência que pode dificultar a leitura dos dados. Além disso, certas irregularidades na superfície da mídia, como uma leve curvatura ou mesmo sujeira, pode fazer com que o feixe do laser perca sua precisão por causa de uma consequente distorção.

No Blu-ray, o fato de a camada de dados estar mais próxima do laser, sem que o feixe tenha que “atravessar” uma estrutura de policarbonato, diminui drasticamente problemas como os citados no parágrafo anterior.

Como informado no início do texto, há também mídias Blu-ray com duas camadas de gravação, permitindo, portanto, o armazenamento do dobro de dados: 50 GB. Assim, também é possível encontrar discos Blu-ray graváveis e regraváveis com as seguintes siglas: BD-R DL e BD-RE DL. O ‘DL’ é a sigla para “Dual Layer”, isto é, “Dupla Camada”.

É importante frisar que, além das camadas de policarbonato e de gravação, os discos Blu-ray contam com outras, como as camadas protetoras e refletoras, por exemplo.

Alta definição

Uma das características do Blu-ray é a sua capacidade de oferecer vídeos em alta definição (High-Definition – HD), o que resulta em conteúdo visual com excelente qualidade de imagem. Em praticamente qualquer tecnologia recente que trate de vídeos, essa é uma característica comum, o que faz com que termos como “720p” e “1080p” sejam encontrados facilmente. Mas, o que isso significa? Essas denominações facilitam a identificação da quantidade de pixels (um pixel corresponde a um ponto que representa a menor parte de uma imagem) suportada pelo dispositivo, além do uso de progressive scan ou interlaced scan. No progressive scan, todas as linhas de pixels da tela são atualizadas simultaneamente. Por sua vez, no modo interlaced scan, primeiro as linhas pares recebem atualização e, em seguida, as linhas ímpares (ou seja, é um esquema do tipo: linha sim, linha não). Em geral, o modo progressive scan oferece melhor qualidade de imagem.

Assim sendo, a letra ‘p’ existente em 720p, 1080p e outras resoluções, indica que o modo usado é progressive scan. Se for utilizado interlaced scan, a letra usada é ‘i’ (por exemplo, 1080i). O número, por sua vez, indica a quantidade de linhas de pixels na horizontal. Isso significa que a resolução 1080p, por exemplo, conta com 1080 linhas horizontais e funciona com progressive scan. Eis alguns exemplos de resolução:

1080i = 1920×1080 pixels com interlaced scan;
1080p = 1920×1080 pixels com progressive scan;
720i = 1280×720 pixels com interlaced scan;
720p = 1280×720 pixels com progressive scan.

Blu-ray versus HD-DVD

A escolha do mercado pelo Blu-ray como sucessor do DVD não ocorreu de uma hora para a outra. O padrão, na verdade, disputou a preferência da indústria com outros formatos, especialmente o HD-DVD, sigla para High-Definition DVD (também chamado de High Density DVD). A “briga” entre essas duas tecnologias durou cerca de 4 anos. De um lado, a Sony defendia o Blu-ray junto de um consórcio formato por dezenas de empresas, entre elas, Apple, LG, Philips, Dell e Panasonic. Do outro, a Toshiba defendia o HD-DVD, também com o apoio de várias companhias, como Intel, NEC e Universal Pictures.

No laser do HD-DVD, o comprimento de onda é de 400 nanômetros, portanto, parecido com o do Blu-ray (405 nanômetros). A cor do feixe também é azulada e as dimensões dos discos sãos as mesmas. Além disso, a tecnologia também é capaz de oferecer conteúdo em alta definição. No entanto, o HD-DVD perde no quesito capacidade: um disco com uma camada de dados armazena 15 GB, sendo que uma mídia de dupla camada armazena até 30 GB. Isso porque as cavidades da camada de dados do HD-DVD tem 0,2 mícron (lembrando, no Blu-ray essa medida é de 0,15 mícron) e o seu track pitch é de 0,40 mícron (contra 0,32 mícron do Blu-ray).

No entanto, esse desvantagem não foi determinante para a “vitória” do Blu-ray, mesmo porque a capacidade do HD-DVD é suficiente para os propósitos das indústrias do entretenimento, sem contar que, pelo menos teoricamente, o custo de produção de mídias nesse formato é menor. O que aconteceu foi que o apoio ao Blu-ray por parte fabricantes, distribuidores de filmes e outras empresas foi aumentando de tal forma que acabou ficando claro para o mercado qual padrão se tornaria vencedor.

O “golpe final” contra o HD-DVD foi dado quando a Toshiba anunciou, em fevereiro de 2008, que deixaria de fabricar produtos com a tecnologia. Em agosto de 2009, a empresa solicitou afiliação ao consórcio Blu-ray Disc Association.

Controle geográfico

Assim como acontece com o DVD, discos Blu-ray para filmes contam com controle geográfico para dificultar práticas de distribuição ilegal. Com esse esquema, um disco Blu-ray fabricado para uma determinada região só funcionará em aparelhos produzidos para essa área ou em dispositivos que aceitam todas as divisões. Porém, enquanto o DVD conta com 6 regiões (o Brasil, por exemplo, é da região 4 e Portugal é da região 2), o Blu-ray conta com apenas três:

- Região 1 (ou A): para todo continente americano e para a Ásia Central;
- Região 2 (ou B): para a Europa, o Oriente Médio, a África e a Oceania;
- Região 3 (ou C): para a China, a Rússia, a Ásia meridional e a Ásia insular.

Assim sendo, ao Brasil é aplicada a região 1, enquanto que a Portugal é destinada a região 2.

Mapa do controle geográfico

Mapa do controle geográfico

Proteção contra cópias

O Blu-ray não tem apenas o controle geográfico para lidar com supostas cópias ilegais. O padrão também pode contar com outros meios de proteção. Eis uma breve descrição delas:

- AACS (Advanced Access Content System): tecnologia que “protege” o conteúdo da mídias de filmes através de criptografia para evitar cópias indevidas de discos. Para isso, os fabricantes de unidades Blu-ray recebem chaves de decodificação que servem de comunicação com uma chave existente na mídia. Dessa forma, o aparelho consegue executar o conteúdo do disco. Obtendo-se esta última chave, é possível fazer cópia do conteúdo, mas sua obtenção geralmente depende da chave do fabricante. Se esta for “capturada” e isso se tornar conhecido, mídias Blu-ray fabricadas posteriormente poderão não ser executadas nos aparelhos que utilizam essa chave. Como essa medida pode penalizar usuários inocentes, a indústria afirma utilizar o AACS apenas em dispositivos industriais. Essa tecnologia também foi empregada no HD-DVD;

- BD+: baseado em um sistema chamado Self-Protecting Digital Content, utiliza uma “máquina virtual” para verificar chaves criptográficas nos discos e assim identificar quais são originais. Cópias indevidas apresentarão códigos incorretos, impedindo a perfeita utilização do conteúdo;

- ROM Mark: também chamada de BD-Rom Mark, trata-se de um tipo especial de marca d’água que deve estar presente em todos os discos Blu-ray originais e que deve ser lido por qualquer aparelho reprodutor. É necessário um mecanismo especial para que essa marca seja inserida em mídias de cópia;

- ICT (Image Constraint Token): este recurso limita a resolução do vídeo do Blu-ray em transmissões não protegidas e que, portanto, podem permitir cópias indevidas. Técnica polêmica, pois pode prejudicar o usuário que utiliza um cabo mais simples para ligar seu aparelho Blu-ray à televisão, por exemplo.

Na verdade, todos esses mecanismos são considerados polêmicos, pois podem prejudicar a experiência do usuário com a tecnologia Blu-ray. Além disso, esses recursos não são infalíveis: o AACS e o BD+, por exemplo, já foram “quebrados”.

Finalizando

O Blu-ray pode ter vencido a disputa para se tornar o sucessor do DVD, mas suas chances de que não alcance o mesmo sucesso que este último são grandes. E há uma série de razões para isso. Para começar, o excesso de proteção faz com que alguns usuários “torçam o nariz” para a tecnologia, sem contar que todo esse aparato anticópias pode aumentar os custos de produção, pelo menos teoricamente. Além disso, as conexões à internet estão cada vez mais rápidas, o que faz com que muita gente prefira receber vídeos em alta definição pela internet. Ainda há o fato de que serviços de TV paga também estão oferecendo conteúdo em alta definição, especialmente em países de primeiro mundo. Isso ainda se soma aos dispositivos que permitem que o usuário grave vídeos desses canais e os veja depois. O que acontecerá, de fato, só saberemos com o tempo.

Fonte: infowester.com

Enviado em Hardware | Leave a Comment »

Continuando: Banda larga na tomada!

Publicado por Geraldo Mendes em 09/10/2009

Bom pessoal, como o nosso assunto anterior me rendeu alguns e-mails e perguntas no MSN, resolvi postar aqui algumas perguntas e respostas do site da CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais), a primeira empresa da América Latina a usar a tecnologia PLC.

1- O que significa a sigla PLC ?
PLC – Power Line Communications

2- Em que consiste esta tecnologia?
Esta tecnologia consiste em utilizar a rede elétrica como meio de tráfego de dados em banda estreita ou larga.

3- Como o sistema PLC Funciona?
A partir de um ponto de terminação na rua disponibilizado por uma empresa operadora de telecomunicações, é instalado um Master PLC interligando-o ao referido ponto com um cabo de dados(normalmente a porta Ethernet de um cable modem), assim o sinal PLC é injetado pelo Master nos fios elétricos secundários do transformador vizinho através de conectores adequados. Deste modo, todos os consumidores (em média 50) que estiverem ligados no circuito elétrico deste transformador estarão recebendo o sinal em todas as tomadas da residência, em alguns casos será necessário instalar um repetidor no medidor de energia para reforçar o sinal. Finalmente o sinal será captado em uma tomada elétrica pelo modem PLC e disponibilizado em uma porta padrão Ethernet para ligar na placa de rede do computador na casa do usuário.

4- Como o sistema de Cable Modem chega aos usuários?
A empresa de Cable Modem instala o cabo principal na rua (cabo tronco). Deste cabo tronco , ela deriva um cabo até cada casa do cliente que deseja o acesso à internet. Cada usuário precisará de um Cable Modem.

5- O sistema PLC funciona apenas conectado em Cable Modem?
Não. Qualquer estrutura de telecomunicações pode ser usada: Fibra, rádio, xdsl, cable e etc, desde que possuam em suas terminações as interfaces padronizadas compatíveis com o hardware PLC.

6- O sinal PLC é originado nas Usinas ou Subestações?
Não. O sistema PLC foi concebido para trafegar nos circuitos secundários de distribuição, cobrindo trechos de 600m em média, a partir do transformador. Portanto é um sistema de acesso para vencer a última milha.

7- Qual é a velocidade que o PLC alcança?
Atualmente velocidade máxima é de 4,5 Mbps, compartilhada para todos os consumidores ligados no transformador. Por exemplo: Se o transformador estiver alimentando 45 unidades consumidoras, no pior caso (se todas os 45 usuários estiverem navegando ao mesmo tempo) a taxa para cada um será de 100Kbps ,no mínimo. (um modem de 56K tem uma taxa de 56Kbps no máximo). Futuramente o PLC poderá alcançar taxas superiores à 10Mbps.

8- A conta de luz virá mais cara?
Não. Mesmo usando a mesma rede elétrica os serviços são totalmente independentes.

9- A conta de telefone virá mais cara?
Não. O PLC não usa a rede telefônica para ter acesso à Internet.

10- É necessário discar para ter acesso a Internet?
Não. O PLC é um sistema não discável, estando permanentemente conectado enquanto ligado à rede elétrica.

11- É possível usar o modem do computador para navegar?
Não. É preciso um modem PLC ligado ao micro na porta de rede (Ethernet) ou na porta USB.

12- É preciso passar algum cabo na residência para conectar o modem PLC?
Não. O modem PLC é ligado em uma tomada comum, sendo necessário apenas o cabo de dados Ethernet para ligar na placa de rede do computador.

13- É preciso alterar a rede elétrica para instalar o modem PLC?
Não. O desempenho pode ser ruim em caso de instalações elétricas de baixa qualidade.

14- As cargas domésticas podem atrapalhar o acesso via PLC?
Sim. As cargas residenciais podem perturbar bastante o sistema, o grau de perturbação dependerá do tipo de carga e do consumo de energia. O sistema PLC compensa até certo ponto as degradações e mantém a qualidade do acesso até que seu limiar de correção seja ultrapassado, neste momento o PLC começa a falhar e permanece assim até que o nível de perturbação diminua para valores aceitáveis.

15- Onde se liga o modem PLC?
Ao ligá-lo em qualquer tomada elétrica da casa, o usuário automaticamente estará conectado à Internet.

16- Este equipamento consome muita energia elétrica?
Não. O modem PLC consome a mesma energia de um modem comum.

17- Existe risco de choque elétrico para o usuário PLC?
Não. O sistema é totalmente protegido e isola com filtros especiais os circuitos elétrico e de dados.

18- O modem PLC é externo ou é uma placa para instalação no computador?
Não. Ele é externo, não havendo a necessidade de abrir o micro.

19- É preciso instalar algum programa especial para usar o modem PLC?
Não.

20- Se existirem 02 ou mais computadores em uma casa, é preciso um modem PLC para cada computador?
Não. Basta ligar todos os computadores em rede, formando um rede local (LAN), e compartilhar a conexão de Internet do micro que tiver o modem PLC. Assim todos os computadores terão acesso à Internet.

21- A CEMIG já está comercializando o serviço?
Não. Como a CEMIG é a primeira a testar este tipo de serviço na América Latina, ela está fazendo todos os testes para conseguir a maior performance do equipamento, atendo-se por enquanto apenas à aspectos técnicos.

22- Existe alguma previsão para o lançamento do serviço comercial?
Provavelmente no final deste ano ou início de 2010.

23- Essa tecnologia existe algum em outro lugar do mundo?
Sim. O PLC existe a mais de 4 anos na Europa, sendo recentemente comercializado na Alemanha e na Suécia. Existem pilotos na Ásia também.

24- Qual é a nacionalidade do equipamento que a CEMIG estava usando?
O equipamento é da empresa Ascom, uma empresa Suíça com tradição no mercado de PLC.

Abraço e até amanhã!

Enviado em Infor & Info | Leave a Comment »

Banda larga na tomada!

Publicado por Geraldo Mendes em 08/10/2009

Saiba mais sobre a possibilidade de aplicação da banda larga pela rede elétrica.

Uma nova onda de conexão está vindo aí. Ela é a tão discutida Internet sob rede elétrica, conhecida mundialmente pelo nome BPL – Broadband over Power Lines, ou PLC – Power Line Communications. Como resume a própria Wikipedia, “ela consiste em transmitir dados e voz em banda larga pela rede de energia elétrica.

Como utiliza uma infra-estrutura já disponível, não necessita de obras em uma edificação para ser implantada”. Basicamente, a internet sob rede elétrica é o encaminhamento do respectivo sinal no mesmo fio da energia elétrica, cada um na sua frequência.

Isso até hoje tem sido feito utilizando infra-estruturas já existentes, como redes telefônicas ou de TV a cabo. Entretanto, esses meios se concentram em zonas urbanas – o que exclui residências de regiões afastadas ou de difícil acesso –, além de serem relativamente caros.

Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, já estão utilizando a própria rede elétrica para distribuir acesso contínuo e de alta velocidade para usuários residenciais, uma tecnologia conhecia como PLC (Power Line Communication) ou comunicação por linhas elétricas.

Com a aprovação, as redes usadas para a distribuição de energia elétrica ficam liberadas para a transmissão de serviços de Internet banda larga, sem que isso prejudique a primeira. Assim como a Anatel já fez, a Aneel aprovou a proposta de regulamentação, permitindo então com que as distribuidoras de energia elétrica, como a EDP Bandeirante, Eletropaulo, Cemig e tantas outras por aí, forneçam o serviço através o uso da tecnologia PLC – Power Line Comunication.

A distribuidora de energia terá a liberdade para o “uso privativo da tecnologia PLC”, tanto em atividades de distribuição de energia, quanto em aplicações para fins científicos ou comerciais em projetos sociais. Já para uso para fins comerciais, as companhias deverão seguir estritamente as regras previstas em contratos de concessão.

Uma das grandes desvantagens desse tipo de tecnologia é principalmente esse: o sinal acaba se corrompendo em distâncias muito longas, de acordo com os seguintes problemas:

  • Manter a alta velocidade com longas distâncias, pelo encapamento plástico “roubar” os sinais de alta frequência;
  • Os fios de cobre com tal frequência podem interferir em alguns equipamentos eletro-eletrônicos, por fazer com que os dados gerem ruído no espectro eletromagnético, além de haver possibilidade de corromper os dados pela captura do sinal de rádios e outros;
  • Da mesma forma, alguns aparelhos podem interferir na transmissão;
  • Emendas, “T”s, filtros de linha, transformadores, e o ligamento e desligamento de eletrônicos na rede elétrica causam ecos do sinal, por criar pontos de reflexão, com isso podendo haver corrupção dos dados;
  • Necessidade de instalação de “repetidores” (veremos seu funcionamento mais adiante) em cada tranformador externo (aqueles dos postes), pois filtram sinais de alta frequência.

Porém, vamos mostrar agora para as vantagens. Entre elas, estão a facilidade de implantação pois, a rede elétrica é a mais abrangente em todos os países, e cobre 95% da população nacional. E não apenas isso, reduz os gastos com implantação de infraestrutura independente, gerando alta economia. isso também gera praticidade, pois bastaria ligar um equipamento como esse na tomada, conectando o cabo de rede em seguida:

1Outro ponto importante é a alta taxa de transmissão podendo chegar a até 40Mbps nas freqüências de 1,7MHz a 30MHz.

A segurança também é um ponto importante: ao contrário da rede Wi-Fi, onde um usuário pode tentar se aproveitar do sinal do próximo, no PLC quem compartilha do mesmo “relógio”, não tem como compartilhar a conexão de rede, devido à criptografia com algoritmo DES de 56 bits.

Os eletrodomésticos podem também usar uma rede doméstica, com dispositivos Ethernet, USB, wireless ou ponte de áudio, esta conectando o computador às caixas de som, bastando comprar módulos PLC que inclusive já estão à venda, como o mostrado na figura acima.

Passando para o lado mais operacional da coisa, temos o uso dos grids inteligentes. Estes têm a função de monitorar toda a extensão da fiação de energia elétrica, reduzindo perdas na transmissão de energia, gerando também perdas em termos econômicos, já que indústrias e comércios também acabam sendo prejudicados pela manutenção lenta, pois o sistema atual se baseia na informação dos clientes – que após relatarem por telefone a queima de um transformador, por exemplo, esperam até a companhia enviar uma equipe.

Com o grid inteligente, as quedas são reduzidas em 80%, bem como diminuir a energia perdida em 10%, pois, num corte, por exemplo, o grid já aciona automaticamente a central e informa o local do ocorrido.

Além disso, pode ser oferecido um desconto para usuários que não utilizarem o serviço em horário de pico, por exemplo – já que o grid informa à central de forma instantânea todos os dados. Por isso, esta tecnologia dispensa o uso de coletores de informações, aqueles que vão de porta-em-porta. Neste caso também há um envio automático dos dados à central.

Funcionamento

O princípio básico de funcionamento das redes PLC é que, como a frequência dos sinais de conexão é na casa dos MHz (91,7 a 30), e a energia elétrica é da ordem dos Hz (50 a 60 Hz), os dois sinais podem conviver harmoniosamente, no mesmo meio. Com isso, mesmo se a energia elétrica não estiver passando no fio naquele momento, o sinal da Internet não será interrompido. A tecnologia, também possibilita a conexão de aparelhos de som e vários outros eletroeletrônicos em rede, como já dito acima. A Internet sob PLC possui velocidade não assíncrona: ou seja, você tem o mesmo desempenho no recebimento ou envio de dados.

O princípio de funcionamento da rede comercial é parecido, vamos ao esquema:

Acesso PLC

Acesso PLC

O sinal do BPL sai da central, indo para o injetor, que vai se encarregar de enviá-lo à rede elétrica. No caminho, o repetidor tem a função de não deixar com que os transformadores filtrem as altas frequências. Chegando perto da casa, o extrator, que deixa o sinal pronta para uso da casa, chegando até o modem BPL, que vai converter para uso pelo computador, através de uma porta Ethernet ou USB, ou mesmo via Wi-Fi. No penúltimo passo, no caminho poste-casa, há 3 meios: por cabo de fibra óptica, por wireless ou pela própria fiação elétrica, este último mais provável.

Como há um repetidor a cada transformador, e nesse sistema com grids inteligentes não se usa mais os atuais “relógios”, descarta-se a desvantagem mais famosa na Internet do uso do PLC – de que os transformadores, por absorver os sinais, impossibilitariam a instalação.

Analisando em termos de cidade, vamos à mais um esquema:

 

Sistema de Distribuição PLC

Sistema de Distribuição PLC

Veja, que é de modo um pouco diferente do outro, adaptado pela empresa Plexeon (http://www.plexeon.com/), porém com a mesma definição. O sinal sai da estação que o “injeta” na linha, indo para a rede de distribuição – primeiramente à órgãos públicos – e depois às casas, sempre passando por um repetidor ao passo que um transformador passa na linha, e um extrator quando finalmente chega na casa. Note que as casas também podem ser conectadas pelo repetidor.

Para uma rede doméstica apenas, basta ligar um módulo PLC do roteador na rede elétrica, e o do outro computador também, após isso configurando normalmente, como você está habituado a fazer. Esses módulos têm o nome de “USB PowerLine”, para ligar na porta USB, ou “Bridge Ethernet 10/100 Mbps Powerline” para ligar diretamente na porta de rede, e é vendido no Brasil por várias empresas, como a Naxos, a Trendnet, Siemens, etc, e pode ser encontrado até no Mercado Livre.

 4

Existem ainda adaptadores e roteadores que eliminam completamente os fios, como os mostrados no esquema da Trendnet, abaixo. Para uma rede doméstica, existem modens que “injetam” o sinal em sua rede elétrica residencial, e se você tiver uma placa de rede wireless, há modelos de “Pontos de Acesso Powerline Wireless” que ‘capturam’ o sinal na tomada mais próxima do computador, e disponibilizam o sinal como um roteador wireless qualquer:

5

A especificação mais usada hoje é a DS2, que se originou na Europa. Nos EUA, também é usado o padrão HomePlug. As versões comerciais vendidas no exterior hoje possui velocidade média de 200 Mbits/s. O principal diferencial entre os padrões é a frequência – cada uma com suas vantagens. No Brasil, não há ainda padrão definido, e a tendência é que o japonês, americano e europeu reinem juntas.

Como já visto, o BPL não interfere, na sua frequência, em eletrodomésticos, devido às grandezas serem diferentes. Porém, parte da onda média (1,7 a 3 Mhz) e toda a onda média (3 a 30 Mhz) ficam inutilizadas e prejudicadas, podendo outros equipamentos causarem interferências, como motores e dimmers de luz, além de ecadores de cabelos, aspiradores e as furadeiras elétricas, havendo uma menor possibilidade também dos chuveiros elétricos prejudicarem.

Vale lembrar também que os equipamentos PLC não podem ser ligados à no-breaks, estabilizadores ou filtros de linha, pois este bloqueiam sinais de alta frequência.

Essa nova tecnologia caminha para o mesmo rumo que o maioria: unificação. Transformar a rede de telefonia (através do VoIP), internet e elétrica numa linha só é mais um passo para a evolução. Com relação às desvantagens, podemos dizer que, assim como a tecnologia ADSL, que leva dois tipos de sinais num só fio (dados e voz), e, as interferências podem ser consertadas ao longo do tempo, com novos equipamentos que respeitem essa faixa de frequência, além de outras tecnologias e padrões internacionais que vão sendo naturalmente incorporadas. Ou seja, a maioria dos problemas enfrentados podem ser resolvidos com uma boa dose de tempo. Claro que, essa teoria só é válida se houver interesse muito grande de empresas e principalmente de governos, além de uma cooperação entre companhias de eletricidade, Internet e telefonia. 

No Brasil, obviamente também pode dar certo, pois muitas empresas do setor de elétrica estão continuando seus testes, além de que tecnologias europeias podem ser importadas, isso se nenhuma universidade brasileira desenvolver algo antes. O BPL se mostra como mais uma alternativa de inclusão à Internet, num país onde 95% da população possui energia elétrica. Além disso, como a infra-estrutura é de menor custo, esse sistema mostra-se como uma alternativa mais econômica para os usuários.

Fonte:
Guia do Hardware

Enviado em Internet | Leave a Comment »

Baterias: tudo o que você precisa saber sobre elas

Publicado por Geraldo Mendes em 07/10/2009

Celulares e notebooks estão com preços mais acessíveis do que há alguns anos, o que permite um acesso maior ainda das pessoas a estas tecnologias. Com isso, surgem sempre muitas dúvidas sobre estes eletrônicos e um dos pontos mais controversos são as baterias.

Sem elas não existiriam equipamentos portáteis, afinal, desde as pilhas alcalinas utilizadas em walkmans até as modernas baterias de íon-lítio presentes em notebooks e telefones celulares, elas servem como fonte de energia para que aparelhos possam ser desligados da tomada e carregados por aí.

Aqui serão encontradas informações sobre vida útil, dicas de uso e dados dos diferentes modelos de baterias existentes no mercado, enfim, tudo o que você precisa saber sobre baterias para celulares, câmeras digitais e notebooks.

Tipos de Bateria

Sem levarmos em conta as tradicionais pilhas, existem três principais tipos de baterias no mercado. Em ordem de surgimento elas são as seguintes: baterias de níquel-cádimo, baterias de hidreto metálico de níquel e, por fim, baterias de íon-lítio. Saiba agora as diferenças existentes entre cada modelo.

Baterias de níquel-cádmio (NiCd)
Esta bateria remonta aos primórdios dos dispositivos de armazenamento de energia recarregáveis, pois ela foi o primeiro tipo de bateria a suportar uma nova carga, o que gerou um significativo avanço neste ramo. Nas baterias NiCd os pólos negativo e positivo encontram-se no mesmo recipiente, sendo o pólo positivo coberto por hidróxido de níquel e o negativo por cádmio.

Apesar de inovadoras, as baterias de NiCd são consideradas ultrapassadas, tendo sido substituídas pelos outros dois modelos citados anteriormente.

Elas ainda existem no mercado em aparelhos mais antigos, porém, não aparecem em novos equipamentos pelo fato de terem uma vida útil relativamente curta.

Além disso, estas baterias sofrem com o chamado “efeito memória”, ou seja, a bateria deixa de ser carregada por completo, mesmo o seu marcador indicando o contrário.

Isso se deve principalmente ao ato de recarregar a bateria com ela não totalmente descarregada, o que acaba “viciando-a” a carregar somente uma quantia de energia bem menor do ela é capaz.

Outros fatores que influenciaram o desuso das baterias de níquel-cádmio foram sua menor capacidade de armazenamento e o uso do cádmio, o que torna uma bateria um grande poluente, pois este é um material químico altamente tóxico e prejudicial ao meio ambiente.

Baterias de hidreto metálico de níquel (Ni-MH)
Apesar de ser uma tecnologia posterior a de NiCd, as baterias de hidreto metálico de níquel apresentam funcionamento bastante semelhante com suas antecessoras. A grande diferença fica pelo seu material ativo no eletrodo negativo. As baterias de Ni-MH empregam hidrogênio na forma de hidreto metálico ao invés de cádmio em seu eletrodo negativo.

Outras diferenças, como maior carga e mais tempo de uso em mesmas condições, também são presentes nestas baterias. Isso se deve ao fato do hidreto metálico ser mais denso que o cádmio, permitindo assim uma maior presença de níquel no eletrodo positivo da bateria. Além disso, suas vantagens em relação à de NiCd consistem também em serem menos tóxicas e vulneráveis ao “efeito memória”.

Baterias de íon-lítio (Li-Ion)
De todos os tipos de baterias esta é, sem dúvida, a melhor. Suas vantagens são diversas e variadas e não é justamente por isso que elas são empregadas em larga escala nos novos eletrônicos. Se você possui um notebook, celular ou câmera digital fabricado nos últimos anos, provavelmente sua bateria será de Li-Ion.

Não-tóxicas, com capacidade de carga duas vezes maior que as de Ni-MH e três vezes maior que as de NiCd, sem efeito memória (ou seja, a bateria não vai “viciar”) e também mais leves, afinal o lítio é um dos metais mais leves já conhecidos. A densidade do lítio também permite a criação de baterias com maior capacidade.

Outro ponto que dá muito mais vantagens às baterias de Li-Ion é o fato destas baterias dispensarem ciclos completos de cargas, ou seja, você não precisa esperar a carga acabar para carregá-la novamente e quando carrega não precisa esperar que ela seja preenchida por completo. Além disso, ao estar carregada por completo a bateria cessa automaticamente o recebimento de energia para evitar sobrecargas.

Estas baterias, porém, demandam um cuidado maior por parte de seus usuários, como por exemplo, a não exposição a altas temperaturas que podem causar danos definitivos e até mesmo sua explosão.

Efeito Memória

Este é o nome dado ao que popularmente se chama de “viciar” a bateria. Isso não ocorre mais nas baterias Li-Ion, é mais difícil ocorrer nas de Ni-MH e nas de NiCd é praticamente regra. Isso se deve basicamente ao “mau” uso do equipamento. A principal causa é, sem dúvida, recarregar a bateria sem que ela tenha gasto toda sua carga ou então retirá-la da carga sem que esta esteja terminada por completo.

Se você não sabe de que tipo é a sua bateria, verifique na própria bateria ou então no manual do aparelho, pois lá com certeza conterá esta informação. Se a sua bateria é de Li-Ion, pode ficar despreocupado, afinal ela não terá este tipo de problema e não será danificada por ciclos de carga incompletos. Agora se for de Ni-MH ou NiCd, aí é melhor você ficar atento para como ocorrem as cargas e descargas do aparelho.

O principal “efeito” do vício de bateria pode ser notado quando o marcador de bateria indica carga cheia e “de repente” ele está quase vazio e seu celular indica bateria fraca. Isso é causado pelo dano do efeito memória que se dá da seguinte maneira: carregar a bateria com determinada quantidade de carga ainda presente fará com que o equipamento “se acostume” a receber somente uma porcentagem parcial de sua carga total, ou seja, ele se ficará “viciado”.

Duração

Se você vai adquirir um equipamento eletrônico é bom levar em conta a bateria que está sendo comprada. Primeiramente, é importante você saber que a capacidade de baterias são medidas em ampère-hora (Ah) e quanto maior este valor, maior a sua capacidade de armazenamento de enegia.

Além disso, note quantas “células” marcam a bateria: uma de 9 células armazena mais energia que uma de 6, assim como uma de 12 tem maior capacidade que uma de 9. Medir a duração da bateria é um problema, afinal muitas vezes nem mesmo os fabricantes informam isso de maneira clara em manuais ou sites, limitando-se apenas a informação do número de células.

E quanto vai durar a carga de minha bateria?

Esta pergunta não possui uma resposta exata, afinal isso varia muito de acordo com diversos fatores, como, por exemplo, como você usa o seu notebook ou celular, mas nós tentaremos dar algumas dicas:

Celular

Se você é daqueles que apenas faz/recebe chamadas e envia/recebe torpedos (e faz isso moderadamente), sem dúvida a bateria do seu celular irá durar por vários dias. Agora se o uso do seu telefone móvel engloba acesso à internet e outros aplicativos presentes no aparelho (como Bluetooth, planilha de dados, etc.), ele consumirá bem mais bateria.

Dicas para prolongar a carga da bateria de seu celular

• Desabilitar conexões sem fio – Os aparelhos mais modernos estão cheio de novas funções, dentre elas conexões sem fio como wi-fi, Bluetooth e infravermelho. Se você não está utilizando nada disso, então deixe desativado, pois a simples ativação do serviço é algo que faz seu aparelho consumir mais energia.

• Não vai usar? Então desligue! – Se você está em locais onde não poderá (ou não deseja) atender o telefone, como igrejas, teatros, cinema, reuniões e etc., nada melhor do que desligar seu aparelho, afinal esta ainda é a melhor maneira de se poupar energia.

• Celular sem sinal, celular desligado – Outro momento em que desligar o aparelho é uma opção interessante é no momento em que ele está sem sinal. Quando isso acontece, a tendência do telefone é buscar incessantemente por sinal, o que o faz consumir mais energia.

• Tocar é melhor que vibrar – O sinal vibratório consome mais energia do que o sinal sonoro, portanto se você não tem problemas com o barulho dos telefones tocando (ainda mais hoje em dia com suporte a MP3), opte sempre por esta opção para poupar energia.

• Use somente o necessário – Novos aparelhos estão repletos de jogos e aplicativos interessantes, porém muitas vezes inúteis. Se sua missão é guardar energia, isso deve ser dispensado. Estes aplicativos normalmente consomem muita energia, pois exigem muito do seu celular.

• Fale somente o necessário – Enquanto você conversa o seu celular está trabalhando e a carga da bateria está indo embora aos poucos, logo, falar pouco ao telefone não significa somente economia financeira com créditos ou na conta no final do mês, mas também uma duração maior da energia de sua bateria.

• Tela iluminada, bateria descarregada – A iluminação da tela é um recurso extremamente útil para qualquer celular, afinal, debaixo de uma luz muito forte ou no escuro não seria possível enxergar nada em seu aparelho. Contudo, este recurso é um dos que mais consome energia em seu telefone, até porque é utilizado massivamente, então, se você não pretende desabilitá-lo, pelo menos acesse as opções de seu aparelho e reconfigure por quanto tempo a iluminação ficará ativa.

Quer mais dicas? Acesse o artigo Oito dicas para a bateria do seu celular durar mais e confira!

Notebook

Em notebooks a situação é bastante semelhante a dos celulares. Um laptop utilizado basicamente para navegar na internet, escrever/visualizar documentos de textos, planilhas e apresentações de slides terá um consumo de energia bastante inferior a outro cuja utilização inclui jogos e softwares mais pesados (como editores de imagens, vídeos e outros aplicativos de entretenimento).

Tome cuidado com a sua beteria

Todo e qualquer equipamento eletrônico pode ter a sua duração prolongada se ele recebe as devidas precauções por parte de quem o manuseia. Com as baterias, independente dos equipamentos em que são utilizadas, isso é exatamente igual. Conhecer a bateria que você utiliza e ler no manual de instruções informações a seu respeito já são grandes ferramentas para isso.

Algumas outras precauções podem ser tomadas, como por exemplo:

• Ao carregar uma bateria, faça isso em local arejado, pois o equipamento dissipa mais calor que o normal durante este processo e caso esteja “sufocado” poderá acabar queimando.

• Evite deixar que a bateria chegue a 0% de carga para recarregá-la. Todos os dispositivos que utilizam bateria possuem um medidor e o melhor momento para iniciar uma nova carga é quando esta chega a 20% ou 30% do seu total. Realize uma descarga total uma vez a cada 30 (valor aproximado) descargas parciais.

• Evite expor a bateria a altas temperaturas, pois isto, além de descarregá-las mais rápido, pode também danificá-las permanentemente.

• Não armazene uma bateria sem uso, totalmente carregada ou descarregada, por muito tempo. Isso também pode causar danos permanentes e até mesmo o não funcionamento do equipamento.

Como prolongar a bateria do seu notebook?

Ter um monte de “lixo” no computador não é algo muito agradável. Em um notebook, isto pode significar maior consumo de bateria o que, depois de certo tempo, pode vir a prejudicar o desempenho e rendimento da bateria. Alguns pequenos ajustes e configurações podem ser feitos a fim de prolongar a vida útil desta peça importante para o portátil:

• Desative redes sem fio não utilizadas – Assim como no caso dos celulares, suporte nativo a redes sem fio já é quase item de série em notebooks e, também como no caso dos telefones móveis, consomem muita energia. Para fazer a carga da bateria de seu laptop durar mais, desative estas opções quando não estiverem em uso.

• Escureça a tela – Uma opção sempre presente em notebooks é a de aumentar ou diminuir o brilho da tela. Quanto mais brilhante ela estiver, maior será seu consumo de energia, portanto, se quer poupar nada melhor do que diminuir ao máximo este valor (isto normalmente pode ser feito a partir de atalhos do teclado).

• Perfis de energia para perfis de usuário – É fato que o consumo de energia varia de acordo com o uso que você faz de seu computador. Apenas digitar textos e acessar planilhas consome muito menos energia do que jogar e utilizar softwares pesados em sua máquina. Portanto, encontre em seu sistema operacional as Opções de Energia (no Windows encontre esta opção no Painel de Controle) e configure de modo que elas se adaptem a seu uso.

• Desabilite aplicativos desnecessários – Às vezes você instala algo em sua máquina e nem percebe que isso foi adicionado à lista de inicialização automática junto com o sistema operacional. Verifique se isso acontece em sua máquina e remova programas desnecessários desta lista, afinal seu funcionamento também pode exigir mais de sua máquina, que consumirá mais energia e gastará a bateria em menos tempo.

• Mantenha seu notebook limpo – Se conteúdo inútil em grande número causa lentidão em seu sistema, saiba que também será o motivo de um maior consumo de energia. Portanto não deixe de instalar – e de utilizar constantemente! – um limpador eficiente em sua máquina.

• Dispositivos USB também consomem energia – Seja ele qual for: pendrive, iPhone, MP3 player e qualquer outra coisa ligada em seu computador e que seja alimentada via USB, consumirá energia de seu notebook. Isso significa que eles só devem ser mantidos conectados quando necessário e caso contrário serão grandes sugadores de energia e não pouparão sua bateria.

• Desfragmente o disco rígido – Desfragmentar seu disco também fará com que seu HD trabalhe de maneira mais “tranquila”, consumindo menos energia do que quando estava muito fragmentado. Para aprender a realizar esta tarefa acesse nosso Guia completo sobre desfragmentação de disco.

O que pode ser feito?

Alterando opções de energia
Para alterar as configurações de energia, acesse o Painel de Controle de seu computador e escolha a opção “Opções de Energia”. Em “Esquemas de Energia” selecione a configuração “Maximizar bateria”. Esta opção faz com que a tela do notebook seja desligada após um minuto sem uso e coloca o computador em modo de espera após dois minutos. Caso ache que é pouco tempo, altere o esquema de energia para “Portátil/Laptop”, que faz com que o PC entre em espera após cinco minutos sem uso.

1

Escureça a tela
Outra forma muito eficaz de dar uma “ajuda” para a bateria é diminuir o brilho da tela do notebook. A maioria dos notebooks traz teclas de atalho no próprio teclado, mas como cada fabricante possui uma forma diferente de alterar tal configuração, talvez você precise consultar o manual da fábrica para saber como modificar esta opção. Não é necessário deixar a tela totalmente escura, diminua até um nível que achar suportável.

Wireless, USB e PC Cards
A maioria dos notebooks possui placas wireless, mas poucos usuários sabem que tais placas são devoradoras de bateria quando estão procurando redes de acesso. Por isso, ative o dispositivo apenas quando necessário. Dispositivos USB e PC Cards também costumam consumir muita energia, assim, deixe-os conectados ao notebook apenas se estiver realmente usando.

Programas que inicializam com o Sistema Operacional
Cuidado com a quantidade de programas que inicializam com o Sistema Operacional. Todo aplicativo que é aberto exige processamento o que, por conseqüência, precisa de energia para acontecer. Assim, quanto mais programas iniciarem com o Sistema Operacional, mais processamento vai ser necessário, mais energia é consumida.

Alguns programas como Startup Control Panel, StartRight, Shock StartUp e o próprio Revo Uninstaller permite gerenciar os aplicativos que são abertos assim que seu computador liga. Os programas são simples, e qualquer usuário pode usá-los sem medo.

Em Espera x Hibernação
2
Muitas pessoas não sabem a diferença entre os modos “Em Espera” e “Hibernação” dos computadores. A diferença é pequena, mas existe. Quando você coloca o computador em modo de espera, ele simplesmente desliga a tela e o disco rígido, mas o que está presente na memória sempre fica consumindo um pouco de energia.

Já quando o computador “hiberna”, os dados que estão na memória são gravados em um espaço temporário do disco e o PC é totalmente desligado. Claro que voltar do modo de espera é mais rápido, mas se a bateria acabar enquanto a máquina estiver em modo de hibernação, os dados que não foram salvos são recuperados, enquanto que no outro modo eles são perdidos.

Para colocar o computador em modo de hibernação, clique em “Iniciar” e logo em “Desligar”. Na pequena janela que aparecer, pressione a tecla Shift do teclado e veja se a opção “Em Espera” muda para “Hibernar”. Caso isso não aconteça, acesse o Painel de Controles e clique novamente em “Opções de Energia”. Em seguida, escolha a aba “Hibernação” e marque a opção “Ativar Hibernação”. Clique em “Ok” e pronto.

3

De olhos nos botões
Alguns notebooks trazem botões de atalho no teclado para as opções de desligamento e hibernação. Há ainda alguns computadores que trazem a opção de desligar as luzes (leds) do painel da máquina. Se seu notebook possuir esta opção, use-a sempre que estiver utilizando a bateria. Com certeza o ganho será seu.

Mitos e Verdades

Ao longo do tempo, o uso de baterias passou a ser alvo de diversos mitos que muitas vezes não sabemos se realmente são verdadeiros ou somente mais uma lenda urbana que surge por aí. Vamos a aluns deles:

Ao comprar um novo aparelho, devo dar uma “supercarga” de quase um dia em sua bateria.
Mito! As baterias encontradas nos aparelhos eletrônicos de hoje são todas de íons de lítio (Li-Ion), o que significa que podem ser utilizadas normalmente assim que adquiridas e carregadas por completo, diferentemente de baterias antigas, de níquel-cádmio (NiCd) e de hidreto metálico de níquel (Ni-MH). De qualquer modo, antes de iniciar a carga de seus aparelhos informe-se a respeito no manual.

Antes de carregar a bateria do aparelho é necessário esperá-la ser descarregada por completo.
Mito!
As baterias de Li-Ion dispensam ciclos completos de carga, ou seja, não é necessário esperar que elas estejam com a bateria zerada para que seja dada uma nova carga, assim como é possível retirar o aparelho da carga antes que esteja totalmente carregado sem correr o risco de “viciar” a bateria.

Os aparelhos devem ser removidos da tomada assim que a carga da bateria estiver completa para evitar sobrecargas.
Mito! Isso acontecia com as baterias mais antigas que utilizavam o níquel em sua composição (NiCd e Ni-MH), mas não com as de Li-Ion. Os carregadores originais dos aparelhos possuem tecnologia inteligente que cessa o envio de energia assim que as baterias estão completamente carregadas, justamente para evitar problemas com sobrecarga. Mais uma vez, verifique que tipo de bateria é a do seu aparelho para melhor utilizá-la.

As baterias de Li-Ion, mais utilizadas nos aparelhos eletrônicos da atualidade, não correm o risco de ficarem “viciadas”.
Verdade! As baterias de Li-Ion são imunes ao chamado “efeito memória”, o vício de baterias. O efeito memória pode acontecer somente em baterias de NiCd e Ni-MH, ou seja, se a sua bateria é composta por alguns destes dois conjuntos de materiais, será necessário realizar ciclos completos de carga (descarga total para iniciar uma nova carga e então carregar a bateria completamente antes de retirá-la da tomada).

Com o tempo as baterias vão perdendo parte da sua capacidade de armazenamento.
Verdade!
É comum que as constantes cargas e descargas de energia vão danificando naturalmente uma bateria, assim como qualquer aparelho eletrônico acaba sofrendo um desgaste natural conforme é usado. A Apple informa que uma bateria bem cuidada é capaz de suportar até 300 ciclos de carga e descarga completos armazenando, pelo menos, 80% de sua capacidade total.

Não é seguro utilizar carregadores e baterias não autorizadas pelo fabricante do aparelho.
Verdade! Se você deseja manter a integridade de sua bateria por mais tempo quanto possível, utilize somente carregadores e baterias autorizadas pelo fabricante do seu aparelho, pois somente eles possuem a certificação necessária por quem desenvolve o produto para funcionar corretamente. Além disso, caso você venha a ter algum problema devido a falhas técnicas, o uso somente de produtos originais e licenciados pelo fabricante lhe dá a possibilidade de reivindicar os seus direitos de consumidor.

Não é recomendado utilizar o notebook com a bateria inserida quando ele estiver conectado na tomada.
Mito! Especialistas afirmam que retirar ou não a bateria quando seu computador estiver conectado na tomada não fará a mínima diferença, afinal, quando isso ocorre, a bateria utiliza como fonte principal a elétrica. Neste caso, a bateria torna-se apenas um condutor pelo qual passa a energia.

Recomenda-se carregar o aparelho quando ele estiver desligado.
Mito! Não há nada que comprove algum dano causado aos aparelhos ou baterias por permanecerem ligados enquanto são carregados. Talvez o único contratempo seja uma maior demora para que seja realizada uma carga completa.

Utilizar carregadores adaptados para veículos pode prejudicar o desempenho da bateria.
Verdade
! Isso ocorre porque ao deixar seu celular carregando sobre o painel do carro ele pode sofrer superaquecimento, afinal durante a carga a bateria libera mais calor do que o normal. Com o aumento da temperatura pode ocorrer dilatação de alguns componentes do aparelho e sua consequente danificação.

Periféricos – impressoras, aparelhos de MP3 player, telefones celulares, etc. – conectados a um notebook aumentam seu consumo de energia.
Verdade
! Dispositivos conectados via USB, até mesmo pendrives, são ótimos consumidores de energia de seu notebook, assim como redes sem fio (Bluetooth, infravermelho, wi-fi).

É possível deixar o celular/notebook em cima da cama enquanto recarrega sem nenhum problema.
Mito! Como dito anteriormente, a bateria dissipa calor enquanto é carregada e se esse calor for novamente para dentro do equipamento pode acarretar em sérios problemas. Portanto procure sempre locais arejados e que não armazenem calor para deixar seus aparelhos carregando.

Baterias de Li-Ion podem ser jogadas no lixo comum, pois não agridem ao meio ambiente.
Mito
! As baterias cujo composto ativo é o lítio podem ser menos poluentes, mas mesmo assim continuam a agredir o meio ambiente. Não importa se é níquel ou lítio, se a bateria já não é mais apropriada para uso, o mais aconselhável é que sejam descartadas em locais apropriados. Ligue para a prefeitura de sua cidade e verifique postos municipais de coleta de materiais deste tipo ou então leve sua bateria para lojas de celular ou operadoras para que sejam encaminhadas ao destino correto.

Fonte:
Baixaki

Enviado em Dicas | Leave a Comment »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.